segunda-feira, 18 de maio de 2009

Termos e Gírias



Writer - Escritor de Graffiti.
Tag - Nome/Pseudónimo do artista.
Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra, explorando as técnicas mais evoluídas.
Bombing - Graffiti rápido, associado à ilegalidade, com letras mais simples e eficazes.
Throw-up - Estilo situado entre o "tag"/assinatura de rua e o bombing. Letras rápidas normalmente sem preenchimento de cor (apenas contorno).
Roof-top - Graffiti aplicado em telhados, outdoors ou outras superfícies elevadas. Um estilo associado ao risco e ao difícil acesso mas que é uma das vertentes mais respeitáveis entre os writers.
Wild Style - Estilo de letras quase ilegível. Um dos primeiros estilos a ser utilizado no surgimento do graffiti.
3D - Estilo tridimensional, baseado num trabalho de brilho / sombra das letras.
Bubble Style - Estilo de letras arredondadas, mais simples e "primárias", mas que é ainda hoje um dos estilos mais presentes no graffiti.
Characters - Retratos, caricaturas, bonecos pintados a graffiti.
Train - Denominação de um comboio pintado.
Whole Train - Carruagem ou carruagens inteiramente pintadas, de uma ponta à outra e de cima a baixo.
End to end - Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).
Top to bottom" - Carruagem ou carruagens pintadas de cima a baixo, sem chegar no entanto às extremidades horizontais.
Backjump - Comboio pintado em circulação, enquanto está parado durante o percurso (numa estação por exemplo).
Cap - Cápsula aplicável ás latas para a pulverização do spray. Existem variados caps, que variam consoante a pressão, originando um traço mais suave ou mais grosso (ex: Skinny", "Fat", "NY Fat Cap", etc).
Crew - "Equipa", grupo de amigos que habitualmente pintam juntos e que representam todos o mesmo nome. É regra geral os writers assinarem o seu tag e respectiva crew (normalmente sigla com 3 ou 4 letras) em cada obra.
Cross - Pintar um graffiti por cima de um trabalho de um outro writer.
Fill-in - Preenchimento (simples ou elaborado) do interior das letras de um graffiti.
Highline - Contorno geral de toda o graffiti, posterior ao outline.
Outline - Contorno das letras cuja cor é aplicada igualmente ao volume das mesmas, dando uma noção de tridimensionalidade.
Degradé - Passagem de uma cor para a outra sem um corte directo. Por exemplo uma graduação de diferentes tons da mesma cor.
Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do graffiti. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
Toy - O oposto de King. Writer inexperiente, no começo ou que não consegue atingir um nível de qualidade e respeito dentro da comunidade.
Bite - Cópia, influência directa de um estilo de outro writer.
Spot - Denominação dada ao lugar onde é feito um graffiti.
Asdolfinho - Novo estilo de graffiti desenvolvido por americanos, no qual é visado a pintura animal.
Hollow - Graffiti ou Bomb que nao tem fill (preenchimento) algum e, geralmente, é ilegal

Tag's




As formas mais antigas dos graffitis são os "tag’s". Estes já eram utilizados nos anos 30, por diversos gangs americanos, como forma de limitação de território. Esta "moda" voltou alguns anos mais tarde entre os jovens provenientes dos guethos negros e os bairros pobres dos EUA. O fenómeno atingiu a Europa nos anos 80, e em Portugal surgiu no final dessa década.
O "tag" designa-se então como sendo a assinatura do "artista" criador do graffiti.
Podemos assim dizer que o que distingue os graffitis de outras expressões murais é o facto de os primeiros serem pintados exclusivamente com spray.

a História do Graffiti



Considerando pós-moderno , não podemos confundi-lo com pinturas em muro que, não advindo do novo, se enquadram , de uma forma ou de outra, nos padrões convencionais de pintura e não possuem uma produção considerável. Vale lembrar que toda manifestação artística representa a situação histórica em que esta ocorre , não por que necessariamente toda arte deva ser engajada, mas porque é realizada pelo sujeito histórico dentro de um contexto histórico-social e econômico. No entanto , o graffiti utilizando-se da cidade como suporte , a de retratar a situação , nesse meio presenciada ou vivida , assim relaciona automaticamente com a pichação também, cujo seu veiculo de existência também é o espaço urbano. Assim como o graffiti a pichação interfere no espaço , subverte valores, é espontânea , gratuita , em fim . Mas há diferenças, entre o graffiti e a pichação , é que o primeiro (graffiti) advém das artes plásticas e o segundo da escrita, ou seja, o graffiti privilegia a imagem, a pichação , a palavra ou a letra , sempre retratando o que a de convir ao contexto .O graffiti ao utilizar o meio urbano como forma de expressão, contrario aos demais movimentos artísticos , que se inserem na sociedade através de um trabalho muitas vezes planejado e exposto em galerias e museus , faz com que seja bastante questionado. Um dos aspectos conceituais mais interessantes encontrados nessa linguagem (graffiti), é sem duvida, a questão da proibição, sempre presente , talvez um preconceito ou mesmo uma falta de informação a respeito do que acontece e a arte final prescrita no muro , faz com que muitos da população ajam a favor dessa proibição, ao visualizar esse tipo de ação. Ao observamos essa opressão, ou melhor dizendo essa proibição , percebemos que ela está ligada ao conceito de propriedade privada, ou seja, o que pensara o proprietário do espaço ao ver sua propriedade graffitada , sem sequer ser comunicado .Engloba uma questão bastante ideológica ao referirmos a esse aspecto , porem a de convir que o graffiti por sua natureza intrínseca, sempre será marginal. Mas se focalizarmos o aspecto de pratica com as técnicas, de proposta de trabalho e de amadurecimento das obras , reconheceremos, num primeiro momento, uma fase de domínio marginal. Fase em que os artistas em "roles" pelas ruas da cidade pesquisavam e realizavam o graffiti basicamente preto e branco. Porem esse estilo, se é que podemos taxar dessa maneira, ainda tem suas raízes atuais , o fato de fazer graffitis com pouca elaboração e de maneira ilegal ainda aflora-se na mente dos artistas , assim podemos confirmar observado-se a cidade como um todo, e que em sua maioria é tomada por esse estilo, descrito como bombing , ou mesmo thronw-up, numa representação espontânea. No entanto não podemos, dizer que a população vem encarando o graffiti a cada dia que se passa como um meio artístico da cidade, podem até afirmar isso , porem discordam da ação, assim vejo que a proibição está , mais do que nunca , em pauta . Vejamos , o presidente da Republica sancionou um lei ambiental , talvez nos anos 90 , um tempo atras , de numero 9.605, que entrou em vigor , no inicio de 1998, que alem de conceituar o graffiti e a pichação sem estabelecer distinção alguma, os declara crime contra o meio ambiente passível de penalidades . Paradoxalmente , esse impedimento do exercício coletivo de liberdade de criação contribui para que os artistas continuem na busca da perfeição , focos para alguns, superação , e firmar-se acima das possíveis criticas e da aceitação maior do publico, porem abrindo um leque também para , novamente a questão, a ação ilegal , que muitos a justificam pelo fato de haver uma proibição, e o ilegal é legal.A trupe de graffiti americano , começou a despontar em 1980, junto com o movimento hip hop, fazendo parte dos tão falados 4 elementos, que no caso se ligam diretamente ao rap , são os DJ's , nos toca discos ,os MC's , no microfone, mandando sua mensagem, os B.Boys , entrando no compasso do rap com danças criativas, e os graffers , colorindo o meio em que passam. No Brasil esse estilo não só invadiu o metrô , varias experiências foram realizadas em termos de técnica , pois no inicio só se via um tipo de traço de spray. O tamanho padrão das latas, com jatos relativamente grossos, fez com que se buscassem novas possibilidades de variação de bicos. Assim percebeu-se que desodorantes e inseticidas possuíam bicos que produziam traços mais finos. A partir daí, descobriu-se que extraindo um pouco de ar da lata de tinta spray seu jato torna-se menos denso, e o traço mais fino , e assim fora se aprimorando. Por ultimo, tivemos a utilização do compressor, substituindo a lata de spray, porem muitos dos graffiteiros discordam da utilização dele pois alem de substituir as latas está substituindo o próprio graffiteiro, deixando o de comparsa a uma maquina .O estilo americano começou realmente a ser realizado em grande escala em 1989, com os gêmeos Gustavo e Otavio , Speto, Binho, Tinho e ,ainda, o excelente grupo Aerosol, que se destacaram entre outros. Hoje em dia, alem das letras coloridas, caracteristica do graffiti americano , estão aparecendo desenhos elaborados , partindo de apurada técnica. Esses desenhos traduzem o universo hip-hop em suas mais variadas nuances, com figuras humanas dançando, pensando, cantando , etc...bastante americanizado, porem , os mesmo estão caminhando para uma evolução, como podemos presenciar , esse estilo americano, esta sendo bastante abrasileirado, e assim expondo nossa cultura a população , assim entretendo e passando informações ao publico.

Tais desenhos eram feitos, na maioria em trens porque o verdadeiro interesse do graffiteiro era passar aquela mensagem para o maior número de pessoas. Outro modo de passar a sua mensagem era os muros das cidades.Ocorreu um avanço no mundo do graffiti, graffiteiros criaram os chamados “Togs” que são na verdade como uma marca registada, ou seja, as suas assinaturas. Alguns até criam figuras, personagens, usados nos seus grafites, as chamadas “bonecos”. Para finalizar, o graffiti surgiu nos EUA e hoje está nas maiores cidades do mundo.